27 novembro 2007

Primavera dos Livros 2007



Retirado do site do evento (http://www.libre.org.br/libre/pages/view/9?m=3):
A PRIMAVERA DOS LIVROS reúne editoras de diversos estados brasileiros: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal. É composta de duas frentes: o Fórum de Artes, Ciência e Cultura e uma feira de livros.

No Fórum de Artes, Ciência e Cultura os participantes têm acesso ao universo cultural da cadeia de criação e produção do livro, o que permite real interação entre os leitores e os artífices do livro – escritores, editores, livreiros e críticos. Além disso, o Fórum apresenta um significativo panorama da produção editorial do país, oferecendo ao público a possibilidade de adquirir obras de seu interesse.

A Feira de Livros oferece acesso direto à produção das editoras participantes (a preços convidativos) e contato direto com os editores (sempre presentes em seus estandes).

Na Primavera dos Livros
Editores brasileiros e de outros países se encontram com o objetivo de viabilizar a troca de experiências e o desenvolvimento articulado de políticas culturais solidárias.
Os diversos setores da cadeia do livro se reúnem para analisar, propor e apoiar políticas governamentais.
Profissionais do livro (ilustradores, diagramadores, revisores, editores) realizam workshops para que alunos de ensino médio conheçam o processo de produção do livro e obtenham informações sobre os diversos segmentos da área editorial com vistas a uma possível opção profissional.
No espaço infanto-juvenil são desenvolvidas dramatizações, leituras, oficinas e encontros com autores e ilustradores, estimulando nos jovens leitores a curiosidade e o prazer pela leitura.
Profissionais das artes cênicas e estudantes universitários participam de workshops para refletir sobre as possibilidades e resultados da adaptação de obras literárias para estas mídias.
Público e autores se encontram em atividades de leituras e debates culturais.
É realizado o Fórum Anual de Discussões dos editores filiados à Libre, no qual são debatidas questões como as políticas governamentais para a formação e ampliação da rede de bibliotecas públicas, parcerias entre os diversos setores da cadeia do livro (fornecedores, editores, distribuidores, livreiros etc), perspectivas para o futuro do mercado editorial, formas de difusão da leitura e de capacitação de professores e bibliotecários, entre outras questões de interesse comum aos profissionais da área editorial.

23 novembro 2007

Opção para as crianças

Dia 24 de novembro, na Praça Pio XI, Jardim Botânico, será realizado o Sebo nas Canelas, troca de livros promovida pelo site Amigas da Pracinha. O evento começa a partir das 10 horas e além da troca de livros usados, terá contadores de histórias, apresentação da companhia de teatro de bonecos Papavento, recreação com os grupos Meleka de Jacaré e Gato Mia e brincadeiras com a participação da escola de artes Tabladinho. Caso chova, o evento será adiado. Para maiores informações : www.amigasdapracinha.com.br.

Fonte: Jornal Metro Magazine, 23 de novembro de 2007.

20 novembro 2007

História em quadrinhos que vale a pena ler

Quem me conhece sabe que gosto de história em quadrinhos, principalmente japonesa, o famoso mangá. Mas não só de mangás vive a minha estante. Esse ano tive a grata surpresa de conhecer uma HQ escrita por uma iraniana, Marjane Satrapi. Mesmo não tendo lido ainda os 4 volumes de Persépolis (só li dois até agora), essa história me encantou. O traço não é dos mais belos, ainda mais pra quem está acostumada com os belos traços de alguns mangás, mas o forte é mesmo a história de Marjane. Ela conta a história de sua própria vida no Irã, na época em que seu país passou por mudanças drásticas em seus costumes, além da guerra contra o Iraque (pelo menos até o ponto onde li). Perseguições políticas, questionamentos de uma criança/adolescente, tragédias, mas também união e amor familiar são mostrados em Persépolis. E nos faz pensar em como o ser humano pode ser injusto e cruel. Isso para mim já tinha sido mostrado pelo livro O diário de Anne Frank e também através de sua biografia, onde é apresentado o horror do Holocausto. Mas Persépolis também tem reforçado a idéia de que deveríamos ser pessoas melhores, para não repetirmos os erros do passado.

15 novembro 2007

Vídeo da semana



Dessa vez coloco um AMV muito bem produzido com imagens do anime Azumanga Daioh e música do Rammstein.

11 novembro 2007

O calçadão de Copa é a terra das oportunidades e do oportunismo

Era para já ter postado isso antes, mas acabo que me esqueço da vida, e as idéias ficam esquecidas. Pois bem, mas vamos ao calçadão de Copacabana, numa tarde de sábado. Tempo bom, vaquinhas para serem vistas e fotografadas e aquelas esculturas feitas na areia para a gente ver também. Isto é, tentar ver. Uma das esculturas estava simplesmente tapada com um guarda sol. Na certa, só pagando para ver... ridículo. As outras estavam descobertas, mas tinha uma com aviso: foto, 2 reais. Você fica até intimidada... afinal, contribui quem quer, né? Pelo menos dava pra ver a escultura, ao contrário da outra que só pagando pra ver... E eis que na frente de uma das vacas, um cara surge e coloca seu cachorro, de óculos escuros, bem na frente dela. Pois é, mas o cachorro não estava sozinho... tinha um potinho pra contribuições ao seu lado. Um oportunismo daqueles! Bem na frente da vaca! Só em Copacabana mesmo...





Saca só o pobre cachorro...

06 novembro 2007

Nostradamus e suas terríveis previsões (recebida por e-mail)

Em suas Centúrias Nostradamus escreveu com tanta exatidão que nos faz acreditar que conhecia o Lula.


.... 'e próximo do terceiro milênio uma besta (seria o Lula????) barbuda (céus,é ele!!!) descerá triunfante sobre um condado do hemisfério Sul (Brasil???); espalhando desgraça e a miséria ' (acho que se trata da reforma da previdência ou a corrupção institucionalizada ou ainda o mensalão).


'... Será reconhecido por não possuir seus membros superiores totalmente completos.' (epa!!! Cadê o dedinho?)
'...Trará com ele uma horda (faz sentido...Palocci, Zé Dirceu, Dulci, Genoíno e Cia Ltda) que dominará e exterminará as aves bicudas ( já tô ficando assustado...PSDB = Tucanos = ave bicuda!!!); e implantará a barbárie por muitas datas (REELEIÇÃO???) sobre um povo tolo e leviano.'



(Socoooooooooorro, é nóiiiiiiis... !!!)...

Clipe da semana

Na verdade não coloco pelo clipe, e sim pela música. Não sou muito chegada a Final Fantasy, mas na falta de clipe original da música (que receio não existir)vai esse mesmo. A música se trata de The Nile's Edge, do álbum Visual Audio Sensory Theater, do Vast. Espero que gostem.

26 outubro 2007

Eis o blog de volta ao normal...

...graças, como sempre, ao meu namorado, que sempre me socorre quando mudo de template e o blog fica uma bagunça. Amor, obrigada pela ajuda de sempre, te amo!

24 outubro 2007

Mudança de visual

Infelizmente o site de onde veio o template que eu estava usando foi pro brejo, aí tive de correr atrás de outro template. Por enquanto será este aqui o visual do Oro, desculpem a zona, mas só amanhã poderei ter ajuda para ajeitar isso, já que não entendo de html... E um apelo às almas caridosas que fazem templates: por Deus, façam novos templates e hospedem num lugar legal, pois a maioria está com a imagem desaparecida!

21 outubro 2007

Coitadas das vacas

Podem até falar que, de todos os lugares onde aconteceu a Cow Parade, aqui foi o que teve menos depredações, mas mesmo assim o que presenciei das vacas foi lamentável. Muitos que chegam perto das vacas esquecem que se trata de uma obra de arte e fazem de gato e sapato as vaquinhas. Melhor dizendo, boa parte faz de cavalinho as vacas, colocando seus filhinhos, muitas vezes grandinhos, em cima das pobres. Sem noção, completamente. Vi vacas sujas, com partes descoladas, faltando, crianças montadas nelas como se estivessem em um carrossel... haja desrespeito! Sorte de quem conseguiu tirar foto das vacas bem no início da Cow Parade, pois quem deixar bem para o final corre o risco de fotografar apenas um vestígio do que foi uma bela vaca...

18 outubro 2007

Sacola de plástico

Use bem a sacola de plástico
(reportagem retirada da Revista Sendas deste mês)

Você já pensou em levar sua própria sa­cola ao supermercado? Em lugares co­mo Alemanha, Dinamarca e Irlanda é assim que as pessoas fazem suas compras. A população desses países já se conscientizou que o uso exagerado de sacolas de plástico pode causar danos ao meio ambiente.

Feitos de resinas sintéticas obtidas do pe­tróleo, esses sacos levam séculos para se de­compor na natureza. Calcula-se que cer­ca de 90% dos sacos de plástico vão parar em lixões. E, como são leves, são levados pelo vento, percorrem grandes distâncias e podem acabar caindo no mar ou num rio. O que representa um terrível perigo para os animais. Golfinhos, tartarugas e baleias ar­cas, por exemplo, engolem sacolas plásticas ao confundí-las com águas-vivas. Resultado: engasgam com o plástico ou morrem porque não conseguem digeri-lo. Um caso dramático aconteceu em 2002, quando uma baleia apa­receu morta numa praia da França com cerca de 800 quilos - isso mesmo, 800 quilos - de sacos de plástico no estômago.

Outro problema provocado pelos sacos de plástico é o entupimento de esgotos. Em Bangladesh, um país da Ásia, o problema atingiu proporções alarmantes, que exigiram a tomada de medidas drásticas para evitar que os cerca de 10 milhões de sacos plásticos, usa­dos por dia, tivessem como destino os rios e sistemas de esgotos do país. O rio Buriganga, que banha a capital de Bangladesh, teve seu trajeto interrompido por barragens formadas por sacos de plástico. E o entupimento de es­gotos provocados pelos sacos plásticos foram responsáveis por inundações que devastaram a cidade em 1988 e 1998.

Você não quer que isso aconteça nem na sua cidade, nem no seu país, não é mesmo? Então, faça sua parte.

COMO COLABORAR:

• Reutilize os saquinhos plásticos como sacos de lixo. Recicle sempre o que não for usar.
• Leve sua própria sacola na hora de fazer compras. Materiais resistentes como pano, malha e ces­tas de fibras naturais são uma boa opção.
• Ponha artigos comprados em várias lojas na mesma bolsa.
• Se comprar apenas um produto pequeno, que caiba na bolsa - uma pasta de dentes, por exemplo - abra mão do saco plástico.

POR QUE COLABORAR:

• Com a quantidade de petróleo necessária para fabricar uma bolsa de plástico, um carro poderia percorrer 115 metros.

• Em cidades em que chove muito, sacolas de plás­tico jogadas na rua tampam os bueiros causando mais inundações.

• Usa-se 70% a menos de energia para reciclar plás­tico do que para fabricar plástico novo.

• O plástico mata, a cada ano, cerca de 1 milhão de aves marinhas, 100 000 mamíferos e inúmeros peixes.

• Com a resina procedente da reciclagem do plástico podem ser fabricados diferentes produtos, como tubos de PVC, roupas, assoa lhos e móveis de jardim.

• A cada minuto, 1 milhão de sacos plásticos são consumidos no mundo.













16 outubro 2007

E as vacas invadiram o Rio!


... pelo menos é uma invasão saudável. E elas estão por todas as partes, nos mais variados estilos e poses, nas ruas, nas praias, nos shoppings... o mês é delas! E viva a Cow Parade! Para ilustrar o que digo, é só clicar no conjunto do Cow Parade Rio de Janeiro (http://www.flickr.com/groups/466794@N23/pool/) e se divertir!

12 outubro 2007

10 outubro 2007

Livro bom

Pois bem, posts abaixo falei de um autor jovem, mas cheio de talento - Markus Zusak. Seu livro A menina que roubava livros não virou best seller a toa, afinal o homem sabe contar uma história muito bem. Então resolvi comprar o segundo livro dele que lançaram aqui no Brasil, sendo que anterior ao famoso best seller: Eu sou o mensageiro. Claro que não imaginei que seria a mesma coisa do outro, mas me surpreendi. Posso dizer que o vocabulário deste livro é um tanto chulo, usa e abusa de palavrões, mas é justificado. Afinal, estamos falando da história de Ed, um Zé Ninguém, motorista de taxi e com uma vidinha um tanto medíocre. Confesso que me assustei um pouco, afinal A menina que roubava livros não se utilizou desses artifícios para contar uma boa história, mas esse trabalho é anterior, o cara era mais novo, ainda estava firmando um estilo. Mas Eu sou o mensageiro mostra a que veio e carrega uma linda história, marca de Zusak. Mostra a importância de pequenos e simples atos na vida de algumas pessoas e de como isso muda a postura de outras. Fala de sentimentos puros, de anseios, falsos marasmos, amizades - humanas e caninas, medos, alegrias... tudo que vale a pena na vida de um ser humano. E como sempre Zusak escreve de forma bonita, que faz a gente se sentir bem ao final da leitura, tendo a sensação de que leu um livro que contribuiu com algo de bom para a sua vida. Então está mais do que recomendada a leitura do livro Eu sou o mensageiro, de Markus Zusak.

07 outubro 2007

Fotos da Bienal


(Resultado da Bienal)



(O pequeno livro do O Pequeno Príncipe)



(Eu e Pedro Bandeira)



(Livros pequeninos)



(Palavras Cruzadas gigantes)



(Livro gigante do O Pequeno Príncipe)



Relatos da Bienal, parte 4: dia de encerramento e de um autor especial.

E como não podia deixar de ser, fui de novo na Bienal no último dia, para terminar minhas comprinhas e ver se achava uns descontos legais. E foi um dia feliz, pois tive a alegria de encontrar um autor que faz parte da minha vida desde a adolescência: Pedro Bandeira. Esse homem é o responsável por ótimos livros infanto-juvenis como A droga da obediência, A marca de uma lágrima, Mais respeito, eu sou criança, entre outros. Como eu já sabia que ele estaria autografando no estande da Ática, levei o primeiro livro que li dele, para ver se ele autografava. Desta vez foi uma tranquilidade pegar autógrafo, nem peguei fila. Pedro Bandeira é uma simpatia e autografou meu livrinho velho com o maior prazer. Adorei e, claro, tirei foto desse momento. Valeu a pena! Voltando aos livros, consegui comprar uns livros que estavam originalmente fora da minha lista por preços baratos, e outros com descontos bons, para quem não tinha credencial de professor até que foi uma boa compra. Enfim, essa Bienal do Livro, apesar das chateações no campo das credenciais e descontos, valeu a pena!

Relatos da Bienal, parte 3: compras!

E tudo o que não fiz no dia 15 de setembro, fiz no dia 16! Passeei, fui em busca dos livros que eu tinha listado para comprar, chorei descontos (o que não adiantou na maioria dos casos) e andei até cansar. E voltei pra casa pra lá de carregada, cheia de livros e revistas. Consegui comprar uma coleção inteirinha de mangás a um precinho camarada, vários livros interessantes e algumas revistas baratinhas.

29 setembro 2007

Fotinhos da Bienal


(Minha senha para a entrevista com o Markus Zusak)


(O autor do livro A menina que roubava livros)


(Isso nem era a metade da fila para entrar no auditório)


(Autografando o meu livro)

28 setembro 2007

Relatos da Bienal, parte 2: o encontro com um australiano


Bem, continuando os relatos sobre a Bienal, vou contar sobre o primeiro dia que fui: 15 de setembro, dia de estar cara a cara com o criador do fenômeno de vendas A menina que roubava livros, Markus Zusak. Cheguei praticamente na hora de pegar a senha para o evento no auditório. Já ali se encontrava uma fila, pequena se comparada com as filas que estavam por vir. Peguei minha senha, feliz que iria ver o cara por trás do livro que li e adorei, e fui fazer comprinhas. E pra variar, nenhum descontinho... Faltando 10 minutos para começar a entrevista, lá vou eu pra fila... pra gigantesca fila! Até entrar todo mundo o horário da entrevista já tinha atrasado pra caramba. Isso porque quando eu estava a poucos metros de entrar, uma mulher vem avisar que os lugares sentados haviam acabado. Legal, ainda por cima distribuíram senhas a mais, pensei. Mas no final deu todo mundo no auditório, sentados em cadeiras ou no chão, como eu. Enquanto esperavam todo o povo entrar, Markus Zusak conversava com a entrevistadora e algumas pessoas. Tirava fotos com quem pedisse e chegou a falar com a mulher que estava sentada do meu lado, no chão. Enfim, uma simpatia. E a entrevista começou e ele conversou um pouco sobre ele, a maneira como escreve, do livro que o trouxe ao Brasil, do sucesso que ele não esperava ter com esse livro, além de contar alguns "causos". O homem é bem humorado, solícito e ainda matou um pouco a curiosidade de quem queria saber o destino de alguns personagens. Depois da entrevista, lá foi ele pra Praça do Autógrafo, assinar os seus livros. Fui dar um pequeno rolé e fui pra tal praça. A fila já estava um tanto grande, mas a burra aqui, ao invés de ficar na fila, foi lanchar e se estressar com os lerdos do Rei do Mate. Quando voltei... a fila tinha aumentado! Se não fosse o meu namorado estar comigo, teria desistido, era muita gente. E a fila, que era grande, não andava! Sem brincadeira, foram umas 3 horas na fila! E o Zusak lá, autografando, tirando fotos, todo simpático. Devia estar um caco, mas quando chegou na minha vez, isso lá pra perto do final do expediente da Bienal, me atendeu com a mesma simpatia e atenção que atendeu os outros. E o autógrafo não foi simples não, teve até desenho da ponte de Sidney! Agora imaginem só fazer isso em TODOS os livros das pessoas que estiveram por ali, naquela fila imensa! E sem perder o bom humor! O cara é um santo...rs... E olha que tinha horas que dava uma raiva do povo da frente da fila... tinha gente com mais de um livro e até cortesia de editor pro homem autografar, sacanagem isso! Nesse ponto faltou organização. Deveriam restringir a um livro por pessoa e, a partir de uma determinada hora, acabar com a fila. O cara ficou das 18 e pouco até quase 23 horas autografando direto, coitado! Mas valeu as horas passadas nas 3 filas que enfrentei. Tive a oportunidade de conhecer um cara jovem, mas com muito talento para escrever uma bonita história cuja Morte é a narradora. Isso mesmo, a narradora do livro A menina que roubava livros é nada mais, nada menos que a Morte. E a história é bonita, vale a pena ser lida.

Para quem quer conhecer um pouquinho desse autor, ele deu uma entrevista na Globo News, cujo link coloco aqui.

25 setembro 2007

Relato de uma bibliotecária na Bienal do Livro

Pois é, a Bienal do Livro acabou e eu nada postei a respeito. Ando com pouco ânimo pra escrever, talvez em virtude da tendinite. Mas vou começar relatando o meu lado de bibliotecária sobre a Bienal. Não sei o que a organização do evento e as livrarias têm contra bibliotecários, pois esse ano me senti prejudicada. A única coisa em que tive vantagem sendo bibliotecária foi a gratuidade na entrada, nada mais. Na edição passada, entrei com credencial (ok, eles me deram uma de professor, mas falei que era bibliotecária) e consegui descontos nas compras que fazia. Este ano, os únicos contemplados com credenciais foram os professores e profissionais do livro; bibliotecários só tiveram direito a passe diário, ou seja, se eu quisesse ir todos os dias, então todos os dias eu teria de ir lá onde faziam o credenciamento pra pegar meu passe diário. Perguntei a eles o motivo desse ano ser assim com os bibliotecários e sabem o que responderam? Não sei! Não sabiam nem informar a causa dessa "diferença". Depois os descontos... toda vez que eu perguntava nos estandes sobre desconto para bibliotecário, respondiam que só davam desconto pra professor. Como se bibliotecário fosse rico e não tivesse que ler nada para o trabalho dele. Sou bibliotecária em uma escola e muitas vezes tenho de ler algum livro para ver se ele será interessante para ser trabalhado em atividades culturais com as turmas. Será que isso não serve? Só professor merece desconto em suas compras? Bela maneira de incentivar a compra de livros... Só sei que saio dessa Bienal sentindo um certo "preconceito" contra o bibliotecário, que perdeu seu direito a ter uma credencial e que, pelo visto, não merece nem ter um descontinho na compra de seus livros. Ah, só para constar, boa parte dos livros que comprei, e não foram poucos (17 no total, fora revistas e mangás), tem alguma coisa que será relevante no meu trabalho como bibliotecária. Enfim, após esse desabafo espero que vocês não me abandonem e continuem lendo o meu bloguinho. Em breve postarei mais coisas sobre a Bienal, desta vez mais amenas.

14 setembro 2007

Pensamentos

"Somos hóspedes que já não respeitam a casa em que habitam, mas, ao contrário, tratam-na como argila crua a ser moldada para servir a nossos costumes mais básicos."

"Afinal, o que é nossa vida senão uma história que contamos a nós mesmos a fim de encontrar algum sentido para a dor de viver?"

(Jack Sparks, personagem do livro A lista dos 7, de Mark Frost)

"As circunstâncias de nossa vida não devem ditar as condições em que a vivemos; essa decisão reside apenas nas reações de cada um às circunstâncias."

(mesmo livro das citações anteriores)

12 setembro 2007

Títulos de filme no Nordeste

Recebida por e-mail.

De: Uma Linda Mulher
Para: Uma Quenga Aprumada

De: O Poderoso Chefão
Para: O Coroné Arretado

De: O Exorcista
Para: Arreda, Capeta!

De: Os Sete Samurais
Para: Os Jagunço di Zóio Rasgado

De: Godzila.
Para: Calangão

De: Perfume de Mulher
Para: Cherim de Cabocla

De: Tora, Tora, Tora!
Para: Ôxente, Ôxente, Ôxente!

De: Mamãe Faz Cem Anos
Para: Mainha Nun Morre Mais

De: Guerra nas Estrelas
Para: Arranca-Rabo no Céu

De: Um Peixe Chamado Wanda
Para: Um Lambari Cum Nome di Muié

De: A Noviça Rebelde
Para: A Beata Increnquêra

De: O Corcunda de Notre Dame
Para: O Monstrim da Igreja Grandi

De: O Fim dos Dias
Para: Nóis Tâmo é Lascado

De: Um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita.
Para: Um Cabra Pai D'égua di Quem Ninguém Discunfia

De: Os Filhos do Silêncio
Para: Os Mininu du Mudim

De: A Pantera Cor-de-Rosa
Para: A Onça Viada

11 setembro 2007

Voltei

Nõa garanto posts diários, pois ainda estou com a tala no pulso, mas estou de volta. E pra comemorar, uma música que adoro do Within Temptation. Esse clipe possui 2 versões, coloco aqui a primeira, que achei mais bonitinha.

02 setembro 2007

Por força maior...


Por causa de uma tendinite desgraçada, vou evitar ao máximo escrever no computador. Então não esperem posts por aqui por enquanto.

31 agosto 2007

Breves instantes ou Instantâneos do meu caminho

  • Outro dia vi um casal se beijando. Não era um casal homem/mulher, era um casal de pombos. Foi beijo de bico. Uma gracinha.
  • Voltando para casa, ao atravessar uma rua, já de noite, acompanhei a sombra de uma folha caindo, até que folha e sombra se uniram, caídas no chão.
  • Meses atrás presenciei o vôo de uma borboleta azul em plena cidade grande, com seus ruídos e poluição. Fez meu dia feliz.
  • Ao lado do restaurante onde almoço, um pássaro tem uma variedade de comidas em diversos potes, na sua gaiola. É o self-service de passarinho.

30 agosto 2007

Vídeo da semana



AMV com imagens de Animatrix com música de fundo do Lacuna Coil (Angel's Punishment).

Outra frase na semana

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Fernando Pessoa

26 agosto 2007

Frase do dia

Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco... Necessitamos mais de humildade que de máquinas. Mais de bondade e ternura que de inteligência. Sem isso, a vida se tornará violenta e tudo se perderá.

Charles Chaplin

24 agosto 2007

Morte

Comecei esta semana de trabalho com a notícia da morte de um professor na escola onde trabalho. E hoje encerro a minha semana de trabalho com a notícia da morte de uma amiga minha, que foi voluntária junto comigo na biblioteca do Instituto Benjamin Constant. Além disso, durante esta semana li um livro cuja narradora da história era quem? Justamente a Morte. Posso dizer que foram infelizes e tristes coincidências as desta semana.


Comentário extra: passando agora pelo site Garotas Que Dizem Ni, em que textos acabei parando? Fim dos dias (http://garotasquedizemni.ig.com.br/archives/002183.php#more) e Enquete (http://garotasquedizemni.ig.com.br/archives/002181.php). O que os dois possuem em comum? Falam de coisas a se fazer antes de morrer. Morte, aí está ela de novo. Ô coisa macabra!

23 agosto 2007

Coincidências

É incrível como, de vez em quando, coincidências aparecem na vida da gente. Desta vez a minha é uma coincidência temática/literária. Assino uma revista, a Mundo Estranho, cuja capa deste mês era o terrível Hitler e seu nazismo. Até aí, nada demais, só que semanas depois comprei um mangá, o 1945, cuja história se passava na Segunda Guerra Mundial - época em que Hitler pôs em prática toda a sua frieza e crueldade. Ok, você diz, uma pequena coincidência, nada demais. Só que esta semana comecei a ler o livro A menina que roubava livros, por sinal excelente, e qual é o tema que atravessa todo o livro? Segunda Guerra Mundial, nazismo e ... Hitler! Haja coincidência!

22 agosto 2007

Um mês


E hoje faz um mês que me despedi de Ouro Preto... ô viagem que deixou um gostinho de quero mais! Foram 6 dias felizes que passei, visitando igrejas, museus, respirando um ar mais puro, andando mais tranqüilamente pelas ruas de pedra sabão... passeios assim valem muito a pena!

20 agosto 2007

Aderindo ao Cansei

Cansei
Cansei de ver a miséria em cada esquina.
Cansei de motoristas mal educados, que não reconhecem um sinal vermelho.
Cansei de homens em vagões femininos nos metrôs, enquanto mulheres, jovens ou idosas, viajam em pé.
Cansei de salários baixos e de obstáculos para se manter no mercado de trabalho de forma decente.
Cansei de escutar "tia, me dá um dinheiro" da boca de crianças que deveriam ter uma família, casa e escola.
Cansei de pessoas que usam crianças como desculpa para pedir dinheiro na rua.
Cansei da falta de vontade das pessoas que trabalham em serviços de atendimento ao público.
Cansei de ver o sofrimento dos doentes à espera de atendimento nos hospitais públicos.
Cansei da burocracia.
Cansei da violência urbana.
Cansei de ver o tráfico de drogas tocando o terror nas favelas.
Cansei do desrespeito ao meio ambiente.
Cansei do preconceito de qualquer tipo.
Cansei do descaso com os animais.
Cansei das guerras civis, das guerras em nome da "paz mundial".
Cansei dos políticos.
Cansei dos desvios de verba para paraísos fiscais.
Cansei das "religiões do dinheiro".
Cansei de pessoas que se aproveitam do sofrimento alheio.
Cansei das celebridades instantâneas.
Cansei da falta de privacidade.
Cansei da falta de ar puro e verde nas ruas.
Cansei do desrespeito e descaso com o ser humano.
Enfim, cansei.

(Ângela Cristina Duarte Sousa)



Hoje fiquei sabendo da morte de uma pessoa que estava fazendo um brilhante trabalho na escola onde trabalho. Talvez se os hospitais públicos não estivessem tão abandonados, ele ainda estivesse conosco. Cansei das verbas que os ilustres corruptos desviam pros seus bolsos e que, na verdade, deveriam ser para a Saúde. Chico, foi pouco o tempo em que você esteve conosco, mas foi marcante. Descanse em paz.

19 agosto 2007

Vídeo da semana



Música de abertura do seriado Ally McBeal. E para quem me conhece, o cenário não poderia ser mais a minha cara do que um... banheiro!

16 agosto 2007

Ignorância

O ignorante é o ser mais feliz que existe. Afinal, se tomamos conhecimento de tudo, começamos a nos preocupar, a sofrer, a pirar com as coisas. E o ignorante? Como ele ignora as coisas, não sofre e nem se preocupa com as mazelas da vida. Por isso penso que às vezes vale a pena ser um pouco ignorante para não surtar de vez no louco mundo em que vivemos hoje.

15 agosto 2007

Música de hoje



Na verdade eu procurava a música de abertura do seriado O Corvo, mas achei foi a música da trilha sonora do filme O Corvo, cantada pelo The Cure. Muito boa a música.

14 agosto 2007

Biblioteca protegida por morcegos?

Imagina se a moda pega...
Reportagem retirada do site O Globo:

Bibliotece Joanina é um tesouro protegido por morcegos

Publicada em 08/08/2007 às 21h59m

Cláudia Meneses - O Globo Online

Biblioteca Joanina, da Universidade de Coimbra. Foto de Nuno Calvet, do site Images of Portugal

COIMBRA, Portugal - A Biblioteca Joanina é um monumento de Portugal e faz parte do roteiro indispensável dos turistas que vão a Coimbra. É linda, mas o visitante não tem como levar imagens de lembrança: é proibido fazer fotos lá dentro. De estilo barroco, ela abriga os principais documentos que datam dos séculos XVI, XVI e VIII, contendo, nos seus dois pisos, cerca de 100 mil volumes.

A biblioteca foi construída de 1717 a 1728. Acredita-se que o projeto seja português, mas o nome do arquiteto é ignorado. O mobiliário foi feito de madeiras exóticas, brasileiras e orientais, de excelente qualidade, para dificultar que seja destruída por insetos.

Morcegos comem os insetos

Também para proteger os livros e os móveis, há uma colônia de morcegos. À noite, eles comem os insetos. Para evitar que as mesas sejam danificadas com as fezes deles, são cobertas de noite com toalhas de couro. De manhã, elas são retiradas e tudo é limpo.

Detalhe da pintura do teto da Biblioteca Joanina. Foto de Antonio Sacchetti, do site Images of Portugal A construção tem três andares. No inferior, construído antes, ficava a antiga prisão dos estudantes, de origem medieval. No segundo, há um depósito de livros e, no terceiro, há três salas que nós turistas podemos visitar. Nas estantes, estão cerca de 40 mil volumes encadernados, e que podem ser consultados, após se fazer um pedido no edifício da Biblioteca Geral. O espaço é utilizado também para concertos e eventos culturais.

Cada sala tem duas grandes mesas, além de quatro pequenos gabinetes, criados para que os professores pudessem trabalhar com mais tranqüilidade. O chão é de pedra, calcário, de cores diferentes.

Paredes com três metros de espessura

As paredes da biblioteca têm mais de três metros de espessura, o que faz com que temperatura não caia mesmo no inverno, mantendo-se constante entre 18 e 20 graus. A umidade também é estável, em torno de 60%, para que as coleções e a decoração interior se mantenham em bom estado de conservação. Os portais parecem ser revestidos de mármore, mas, na verdade, são de madeira brasileira.

No centro da biblioteca, está o retrato do rei Dom João V, que é visto logo quando se entra no local. Diz-se que a construção parece uma igreja, com a imagem do monarca no altar. Ao invés de cenas bíblicas, no entanto, haveria livros nas estantes.

12 agosto 2007

Feliz Dia dos Pais!


"Tuas crianças não são tuas crianças. Elas são os filhos e filhas da Vida que anseia por si. Elas vieram por meio de ti, mas não de ti. E, a despeito de estarem contigo, elas não te pertencem. Tu podes dar-lhes teu amor, mas não teus pensamentos. Pois elas têm seus próprios pensamentos. Tu podes hospedar seus corpos, mas não suas almas, pois suas almas habitam a casa do amanhã, que tu não podes visitar, mesmo em teus sonhos. Tu podes empenhar-te para seres como elas, mas não tentes fazê-las serem como tu, pois a vida não caminha para trás, nem coabita com o Ontem. Tu és o arco do qual tuas crianças, como flechas vivas são impulsionadas. Arqueiro, vede a marca sobre a trajetória do Infinito e Ele te dobra com o seu Poder."

Gibran Khalil Gibran

08 agosto 2007

Letra de música

COLD HERITAGE
Lacuna Coil

Don't tell me why
I'm so near to commit a crime
When I stay alone here in front of you
(I'm here)
Illusion falls when you're not honest about the way I feel
I know I need only your voice
Saving all my words only for you
Forgive me
Saving all my words only for you
I don't know why
There's a limit to defy
With the vision of the future at my feet
(I'm here)
The night embrace me while
This picture simply blows me away
I feel I'll need only your voice
And I'm lonely here inside of me
Deep inside of me
Believe in the light in me
And I'm lonely here inside of me
Deep inside of me
Reveal the light in me
Saving all my words only for you
Forgive me
And I'm lonely here inside of me
Deep inside of me
Believe in the light in me
And I'm lonely here inside of me
Deep inside of me
I've never
Never felt myself this way before
I don't want to leave you with my tears
If you'll disappear
Believe in the light in me
Saving all my words only for you
Forgive me
Falling on my knees only for you
Forgive me

HERANÇA FRIA

Não me diga porque
Estou tão perto de cometer um crime
Quando eu estou aqui sozinha em sua frente
(Eu estou aqui)
Ilusão some quando você não é honesto em relação ao jeito que eu me sinto
Eu sei que preciso somente de sua voz
Guardando minhas palavras somente pra você
Me perdoe
Guardando minhas palavras somente pra você
Eu não sei porque
Existe um limite para se desafiar
Com uma visão de meu futuro aos meus pés
(Eu estou aqui)
A noite me abraça enquanto
Esta foto simplesmente me arrasa
Eu sinto que só preciso de sua voz
E estou sozinha aqui dentro de mim
Na parte mais profunda de mim
Acredite na luz em mim
E estou sozinha aqui dentro de mim
Na parte mais profunda de mim
Revele a luz em mim
Guardando minhas palavras somente pra você
Me perdoe
E estou sozinha aqui dentro de mim
Na parte mais profunda de mim
Acredite na luz em mim
E estou sozinha aqui dentro de mim
Na parte mais profunda de mim
Eu nunca
Nunca me senti assim antes
Eu não quero deixá-lo com minhas lágrimas
Se você desaparecer
Acredite na luz em mim
Guardando minhas palavras somente pra você
Me perdoe
Caindo de joelhos somente pra você
Me perdoe

30 julho 2007

Como se já não bastasse um...

Há 3 anos descobri ser alérgica a coisas que adoro comer: chocolate, carne de porco e amendoim (camarão não vale, pois detesto, foi a única alergia que fiquei feliz de ter). Já tava de ótimo tamanho ter de me privar de muitas coisas gostosas, que só posso comer tomando antialérgico, mas o meu organismo não pensa da mesma maneira. Hoje, depois de dias com crise alérgica no pescoço e no rosto, lugares onde nunca me ataca, fui fazer testes alérgicos na médica. E descubro que estou alérgica a poeira e ácaros... beleza, trabalho em biblioteca, lugar que geralmente é cheio de poeira e vou ganhar alergia justamente a isso! Acho que meu organismo é sacana. Agora lá vou eu pras vacinas e mudei de antialérgico para um que não provoca sono. Só que ele vem bem menos comprimidos por caixa do que o sonífero que eu tomava e custa bem mais caro. Ninguém merece.

Imagens de Ouro Preto


Antes da visita ao Parque do Itacolomi


Depois da visita ao Parque do Itacolomi

27 julho 2007

Coisas de Ouro Preto

Tem coisas bem típicas em Ouro Preto. Uma delas é o seu artesanato, todo em pedra sabão. Na verdade, não só o artesanato é em pedra sabão... as ruas também, por isso aviso a quem queira visitar essa cidade: tênis anti-derrapante é indispensável! Os produtos são baratos, você encontra coisas que aqui no Rio de Janeiro são vendidas por 40, 50 reais, por 13, 15 reais. Dá vontade de comprar tudo, mas só tem um inconveniente: pesa muito! Por isso você tem de optar por coisas pequenas ou então comprar pouca coisa, pra não pesar na bagagem. Abaixo coloco algumas fotos do artesanato em pedra sabão da feirinha que fui em Ouro Preto.





Imagem do dia



Retirada do site do José Simão, o Monkey News (http://noticias.uol.com.br/uolnews/monkey/2007/07/25/ult2529u265.jhtm).

25 julho 2007

Harry Potter e a Ordem da Fênix

E ontem fui assistir Harry Potter e a Ordem da Fênix, filme que corresponde ao 5º livro da série Harry Potter, que este ano chega ao seu final. Confesso que não fui com grandes expectativas para o cinema, afinal já é de praxe deixar muitas coisas contadas nos livros de fora da tela grande, mas o que vi foi um filme muito bem produzido. Até agora, Harry Potter e a Ordem da Fênix é, pelo menos para mim, o melhor dos filmes da série. O diretor (David Yates) conseguiu transparecer o clima tenso que o 5º livro possui, e os atores estavam muito bem em seus papéis. Destaco a brilhante atuação de Imelda Staunton como Dolores Umbridge. Ela encarnou perfeitamente a irritante professora, representante do Ministério de Magia. Se a personagem já irritava a gente no livro, no filme a gente se sente vingado quando os irmãos Weasley se vingam dela. A atriz conseguiu o tom perfeito, trabalhou muito bem mesmo. Outra que pegou o espírito da personagem foi Evanna Lynch, que fez a estranha Luna Lovegood. Enfim, o filme vale a pena ser visto, principalmente pelos fãs do bruxinho. E para quem ainda pensa que Harry Potter é coisa de criança, assista o filme e mude de idéia.

Dados do filme (retirados do site Adoro Cinema):
Título Original: Harry Potter and the Order of the Phoenix
Ano de Lançamento (EUA / Inglaterra): 2007
Site Oficial: http://harrypotter.br.warnerbros.com
Direção: David Yates
Roteiro: Michael Goldenberg, baseado em livro de J.K. Rowling
Música: Nicholas Hooper
Fotografia: Slawomir Idziak
Elenco:
Daniel Radcliffe (Harry Potter)
Rupert Grint (Rony Weasley)
Emma Watson (Hermione Granger)
Helena Bonham Carter (Bellatrix Lestrange)
Robbie Coltrane (Rúbeo Hagrid)
Ralph Fiennes (Lorde Voldemort)
Michael Gambon (Alvo Dumbledore)
Brendan Gleeson (Alastor Olho-Tonto Moody)
Richard Griffiths (Tio Válter)
Jason Isaacs (Lucius Malfoy)
Gary Oldman (Sirius Black)
Alan Rickman (Severo Snape)
Fiona Shaw (Tia Petúnia)
Maggie Smith (Minerva McGonagall)
Imelda Staunton (Dolores Umbridge)
David Thewlis (Remo Lupin)
Emma Thompson (Prof. Sibila Trelawney)
Julie Walters (Molly Weasley)
Mark Williams (Arthur Weasley)
Tom Felton (Draco Malfoy)
Bonnie Wright (Gina Wesley)
Evanna Lynch (Luna Lovegood)
Katie Leung (Cho Chang)
Warwick Davis (Filius Flitwick)
Natalia Tena (Nymphadora Tonks)
James Phelps (Fred Weasley)
Chris Rankin (Percy Weasley)
Matthew Lewis (Neville Longbottom)
Oliver Phelps (Jorge Weasley)
Jessica Stevenson (Mafalda Hopkirk - voz)
George Harris (Kingsley Shacklebolt)
Harry Melling (Duda Dursley)
Alfie Enoch (Dean Thomas)
Shefali Chowdhury (Parvati Patil)
Afshan Azad (Padma Patil)
David Bradley (Argus Filch)
Devon Murray (Seamus Finnigan)
Robert Hardy (Cornélio Fudge)
Jamie Waylett (Vincent Crabbe)
Josh Herdman (Gregory Goyle)
Nick Shrim (Zacharias Smith)
Richard Leaf (Auror Dawlish)
Sian Thomas (Amelia Bones)
Apple Brook (Wilhelmina Grubbly-Plank)
Jim McManus (Aberforth Dumbledore)
Adrian Rawlins (Tiago Potter)
Robbie Jarvis (Tiago Potter - jovem)
Alec Hopkins (Severo Snape - jovem)
Devon Murray (Sirius Black - jovem)
James Utechin (Remo Lupin - jovem)
Charles Hughes (Peter Pettigrew - jovem)
Geraldine Somerville (Lílian Potter)
Susie Shinner (Lílian Evans - jovem)

De volta

Pois é... depois de uma semana longe de casa, estou de volta! Pela primeira vez na minha vida viajei para algum lugar dentro do meu próprio país e posso dizer que não me arrependi nem um pouquinho. O destino escolhido foi Ouro Preto, cidade histórica de Minas Gerais, que estava em pleno festival de inverno. Não poderia ter escolhido melhor lugar para passar as férias, apesar das ladeiras. O lugar é uma graça, cheio de vistas bonitas e lugares bacanas para descansar e visitar. Fez sol todos os dias e o frio não era nenhum incômodo. Para todo lado que se olhava, você encontrava igreja (claro, Ouro Preto é a cidade das igrejas), e os seus interiores eram lindos. O que eu mais gostei nelas foram os tetos, que eram pintados. Alguns deles possuíam alto relevo além das pinturas, verdadeiras obras de arte. Outro ponto interessante foram os restaurantes, tinham uns muito bons! E o que eu achei maravilhoso: a área de fumantes é afastada mesmo da parte dos não-fumantes. Um ponto curioso, e que estarei colocando no meu flog, são as repúblicas. Essas são uma atração a mais na cidade, tem cada nome...rs.... Enfim, Ouro Preto é um lugar que vale a pena conhecer e aproveitar!

15 julho 2007

De férias


E a partir desta semana estou de férias. Posts no blog, só quando eu voltar de Ouro Preto! Até dia 23 de julho!

E Fruits Basket acabou



E este mês a edição brasileira do maravilhoso shoujo mangá de Natsuki Takaya chegou ao seu final. De todos os mangás que li, e nisso incluo os shonen (voltados para meninos) também, Fruits Basket foi aquele que mais mexeu comigo enquanto leitora. Muitas vezes li as histórias envolvendo Tohru, Kyo e Yuki quase chorando, com aquele envolvimento que acho um máximo quando falamos de leitor e livro (mangá, que seja). Os personagens não eram rasos, tinham dilemas, profundidade, paixão! E a gente ficava torcendo para serem felizes, para encontrarem seus caminhos, para se libertarem de suas maldições e seguirem em frente. E a autora conseguiu isso e merece todas as graças do público, pois imagino que não deve ser fácil criar uma história que, aparentemente, parecia mais uma bobeirinha com maldições e pessoas que se transformam, mas que no final se revela muito mais profunda do que isso. Então recomendo a quem possa e queira, que leia Fruits Basket. Pode não ser o melhor de todos os mangás, afinal existem milhares e milhares deles espalhados por aí, mas para mim sempre estará no meio deles.

09 julho 2007

Pequena máxima

O mundo é um ônibus. Deus é o motorista, o diabo é o cobrador e o ser humano é o passageiro.
(criada por mim - acho - no meio de um almoço, dia 08.07.07)

08 julho 2007

Temos uma das 7 maravilhas do mundo!


E eu, que não levava fé que o Cristo Redentor chegaria lá, quebrei a cara! E confesso que só fui me animar com isso agora na reta final. Quase pra terminar é que eu resolvi votar por telefone e celular, pra ver se conseguíamos essa boquinha de ser uma das 7 novas maravilhas do mundo. E realmente me surpreendi quando o terceiro escolhido a ser dito foi justamente o Cristo Redentor! De repente me deu uma alegria que juro que não esperava ter. Espero que isso traga boas coisas a este país que tanto sofre com a violência, a corrupção e com o desrespeito pelo próximo. Que possa trazer um pouco de paz a este estado que vive uma permanente "guerra civil", com pessoas morrendo sem motivo e nada sendo feito. De qualquer forma, achei bacana a eleição de novas maravilhas, já que das antigas só sobrou a do Egito, que espero que não seja esquecida. Mas vamos aos comentários das novas:
Grande Muralha da China: essa pra mim já era a grande favorita desde o início, e realmente merece o posto de maravilha do mundo.
Petra, na Jordânia: devo confessar minha ignorância a respeito deste monumento, mas acho bacana ele ter sido escolhido.
Cristo Redentor: para mim quase um azarão, não imaginava que ele conseguiria o posto! Mas é claro que tô feliz por ter sido eleito, afinal é da minha terra!
Santuário Histórico de Machu Picchu, no Peru: outro que eu não pensava que iria ganhar, mas que achei legal ter conseguido o posto.
Pirâmide de Chichén Itzá, no México: idem ao de cima.
Coliseu de Roma , na Itália: merecido também, é um grande monumento.
Taj Mahal, na Índia: esse para mim era o mais merecido, é um monumento lindo, além de uma prova de amor. Se este não entrasse, ficaria muito desapontada.

05 julho 2007

Dica de passeio

Um lugar interessante para se visitar é a Casa de Rui Barbosa, que fica na Rua São Clemente, 134, no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro. O museu, que foi a casa de Rui Barbosa, mostra os diversos cômodos dessa casa, incluindo a imensa biblioteca de Rui Barbosa, que estava espalhada em algumas salas. O interessante da casa, na minha opinião, são os tetos, todos decorados com pinturas. Se eu fosse rica e tivesse uma casa, pintaria o teto daquela maneira. Detalhe a destacar: em um dos banheiros o acesso foi restrito, pois uma vez uma criança (neste caso pequeno demônio que não teve educação nem limites em casa) resolveu se pendurar na pia, que era toda enfeitada, e acabou quebrando... Do lado de fora ainda existe um bonito jardim, que só não conto como ele é pois quando fui já estava escurecendo e não vi direito... mas parece ser lindo! Enfim, um passeio que vale a pena ser feito.

02 julho 2007

Pensamento do dia

"A vida não é algo para viver amanhã. É agora que a chuva está caindo e que temos de sair de casa para nos molhar, fazer de tudo para nos sentirmos vivos."
(Jonas Ribeiro)

01 julho 2007

Anima Mundi - comentários 2

E vamos aos comentários da Animação em curso 3:

La Tête Dans les Nuages: Uma girafa entediada com a sua vida de rotina vê tudo mudar quando toma a pílula que a transforma numa estrela. Quase que literalmente. Incrível como a gente se identifica com ela no início da história!
The Aeronaut: O cara se enche de aparatos para poder voar com segurança. Bonitinho, mas poderia ser melhor.
Nós de Gravata: O curioso dessa animação é o fato das pessoas engravatadas amarrarem suas gravatas num banco de praça pra poder ficarem soltinhas que nem balões. Só vale pelo final, um tanto engraçado. Mas só pelo final.
Mitoyennetes: Um pequeno ácaro pra lá de curioso se enfia onde não deve em uma visita guiada ao armário da cozinha. Bem bolada a idéia, mas poderia ter sido mais desenvolvido.
Solo Duets: Idéia interessante, animação um tanto feia e história chata. E o interessante ficou só na idéia, pois foi uma chatice só.
Le Temps d’une Cigarette: Um cara se muda e vai pensando nas coisas pra casa nova enquanto fuma um cigarro. Tem elementos interessantes, mas o conjunto não vale muito a pena.
Balloon: Esse é ótimo! Um homem se interessa por uma mulher no ponto de ônibus, mas um balão medonho atrapalha um pouco a aproximação deles.
AH: Outra idéia interessante que, ao meu ver, daria um filme de terror meio tosco. Afinal, se trata de uma menina e uma sopa de letrinhas.
Caïla: Esse até que é bonitinho, mas você chega ao final e diz "hein?". Ainda mais quando você lê a sinopse.
Oedipe Carré: Idéia interessante a de mostrar o curso da vida (foi o que entendi) dentro de um quadrado. Mas segundo a sinopse, não é bem o curso da vida... só uma parte dele.
The Dancing Thief: Um dos melhores! Impossível não rir com um ladrão dançarino que acaba dando de cara com uma segurança e fica dividido entre fugir e dançar com a pessoa que irá prendê-lo. Muito engraçado!
Na Corda Bamba: Poderia ser melhor. Até que é bonitinho o palhacinho na corda bamba, mas nada além disso.
The Flight of the Camel: Um camelo que persegue um pássaro e acaba voando. Mais ou menos, eu diria.

Anima Mundi - comentários 1

E ontem fui ao Anima Mundi. Infelizmente este ano não poderei assistir a mais exibições, então vocês ficarão com os comentários dos únicos que assisti: Animação em curso 2 e 3.
Animação em curso 2
Le Jeune Homme et la Statue: Um cara fica esperando alguém em um parque e acaba adormecendo. Já de noite, percebe que as estátuas do parque não estão em seus devidos lugares, estão nadando, brincando, passeando. E querem que ele se junte ao grupo. Gostei muito desse.
Moe and Les: Irmãos siameses.Um é convidado pra festa, o outro não. Hilário, você morre de rir com as tentativas dos dois entrarem na festa.
Adjustment: O artista foi largado pela mulher que lhe servia de inspiração. A forma como a história é apresentada é interessante, as animações aparecem na forma daqueles bloquinhos que, movimentados rapidamente, formam uma animação. Mas é chato, muito chato.
Minha Sorte: Animação brasileira que conta através de uma música a história de uma violeira. Mistura dois estilos de animação, massinha e desenho.
Once Upon a Time: Interessante o recurso de utilizar cenas de filme de faroeste com animação de computação gráfica. Mas é mais ou menos.
A Great Big Robot from Outer Space Ate My Homework: Muito legal! O garotinho tenta explicar pra professora que um robô pegou o seu dever de casa, mas ela não acredita. O que a professora não imagina é que o robô está atrás dela.
Calango!: Animação brasileira de primeira! Mostra a saga de um calango com fome, correndo atrás da sua comida. Muito engraçado.
Les Bourreaux: Um guarda, um carrasco e um padre, tendo pesadelos com o criminoso que acabaram de matar. A animação é um tanto estranha, e a história poderia ter ficado melhor.
Weiss: Sem comentários. Muito, muito, mas muito chato. Se não fosse um bebê no meio da sessão começar a fazer barulhinhos e a platéia rir seria difícil de assistir isso. E olha que nem é francês!
Scotch: Um escocês persegue uma gaita de foles. Interessante, se você levar em conta que o chão é um estampado xadrez e as ovelhinhas umas graças.
Vemquedá!: Outra animação que mostra o que o Brasil tem de bom: criatividade. Conta as desventuras de um guardador de carros.
Solomon Grundy: Mostra a curta vida de Salomon Grundy. Nasceu numa segunda, foi enterrado num domingo. Curto.
Une Charogne: Animação sobre um poema de Charles Baudelaire. Só vale pela iniciativa de animar um poema, mas é deprimente demais.

Próximo post: comentários sobre o Animação em curso 3

29 junho 2007

Música e letra da semana



What Have You Done
Within Temptation

Would you mind if I hurt you?
Understand that I need to
Wish that I had other choices
than to harm the one I love

What have you done now!

I know I’d better stop trying
You know that there’s no denying
I won’t show mercy on you now
I know, should stop believing
I know, there’s no retrieving
It’s over now, what have you done?

What have you done now!

I , I’ve been waiting for someone like you
But now you are slipping away ...oh
Why, why does fate make us suffer?
There’s a curse between us, between me and you

What have you done! What have you done!
What have you done! What have you done!
What have you done now!
What have you done! What have you done!
What have you done! What have you done!
What have you done now!

Would you mind if I killed you?
Would you mind if I tried to?
Cause you have turned into my worst enemy
You carry hate that I don’t feel
It’s over now
What have you done?

What have you done now!

I , I’ve been waiting for someone like you
But now you are slipping away...oh What have you done now!
Why, why does fate make us suffer?
There’s a curse between us, between me and you

What have you done! What have you done!
What have you done! What have you done!
What have you done now!
What have you done! What have you done!
What have you done! What have you done!
What have you done now!
What have you done now, What have you done?...

I will not fall, won’t let it go
We will be free when it ends

I, I’ve been waiting for someone like you
But now you are slipping away ...oh What have you done now!
Why, why does fate make us suffer
There’s a curse between us, between me and you

I, I’ve been waiting for someone like you
But now you are slipping away ...oh What have you done now!
Why, why does fate make us suffer
There’s a curse between us, between me and you

O Que Você Fez?

Você se importaria se eu lhe machucasse?
Entenda que preciso para
Desejar que eu tenha outras escolhas
Mesmo que sejam para prejudicar quem eu amo

O que você fez agora?

Eu sei, é melhor eu parar de tentar
Você sabe que não há negação
Eu não mostrarei misericórdia por você agora
Eu sei que deveria parar de acreditar
Eu sei que não há salvação
Agora acabou, o que você fez?

O que você fez agora?

Eu, Eu estive esperando por alguém como você
Mas agora você está decaindo...oh O que você fez agora?
Por que, Por que o destino nos fez sofrer?
Há uma maldição entre nós, entre você e eu

O que você fez? O que você fez?
O que você fez? O que você fez?
O que você fez agora?
O que você fez? O que você fez?
O que você fez? O que você fez?
O que você fez agora?


Você se importaria se eu lhe matasse?
Você se importaria se eu tentasse?
Porque você se tornou meu pior inimigo
Você carrega o ódio que não sinto
Agora acabou
O que você fez?

O que você fez agora?

Eu, Eu estive esperando por alguém como você
Mas agora você está decaindo... oh O que você fez agora?
Por que, Por que o destino nos fez sofrer?
Há uma maldição entre nós, entre você e eu

O que você fez? O que você fez?
O que você fez? O que você fez?
O que você fez agora?
O que você fez? O que você fez?
O que você fez? O que você fez?
O que você fez agora?
O que você fez agora, o que você fez?...

Eu não cairei, não deixarei isso continuar
Nós seremos livres quando isso acabar

Eu, Eu estive esperando por alguém como você
Mas agora você está decaindo... oh O que você fez agora?
Por que, Por que o destino nos fez sofrer?
Há uma maldição entre nós, entre você e eu

Eu, Eu estive esperando por alguém como você
Mas agora você está decaindo... oh O que você fez agora?
Por que, Por que o destino nos fez sofrer?
Há uma maldição entre nós, entre você e eu


Obs: Letra e tradução retiradas do site Letras.mus.br (http://letras.terra.com.br) e música do site GoEar.com (http://www.goear.com).

25 junho 2007

Valores invertidos

É incrível como o ser humano pode ser tão estúpido. A falta de educação e de respeito transparece em todas as camadas sociais e vai desde a criança pequena até o idoso. E não me refiro somente às relações humanas, onde homens desrespeitam homens. Me refiro também ao desrespeito e à falta de educação com o meio ambiente e com os animais. Vi isso nitidamente esta semana, no Jardim Zoológico. Uma mulher de meia idade jogou água em um jacaré (se queria tanto acabar com a água restante da garrafinha, porque não regou uma planta com ela?), um outro jogou uma tampa de garrafa para ver se o elefante pegava (ainda bem que não pegou), outros faziam balbúrdia em local que pedia silêncio... Fora, claro, os restos de lanches espalhados pelo chão, como se não existissem muitas lixeiras espalhadas pelo local. Parece que muitos esqueceram que devemos tratar o lugar público da mesma maneira que tratamos a nossa casa, com respeito e cuidado. Afinal, quem não gosta de uma casa limpa? Se todos tivessem o devido respeito pelas pessoas, animais e meio ambiente, se tivessem um pouco mais de educação, o mundo estaria bem melhor e não precisaríamos de medidas emergenciais para cuidar do nosso planeta.

23 junho 2007

Influências

Comecei a ver Jim Carrey como ator sério depois que meu namorado apresentou os filmes em que ele não fica fazendo caretas o tempo todo. Comecei a ler mangá a partir do primeiro volume de Cavaleiros do Zodíaco, que um amigo meu deu justamente pra plantar o gosto. Mas creio que a contribuição maior veio da minha irmã. Foi a influência musical que poucos possuem, pois minha irmã me apresentou cantores do mundo todo e não foi no esquema "escuta aqui que você vai se amarrar". Foi de forma sutil, bem sutil... ela escutava a música no computador, no quarto, e eu acabava escutando junto. E foi assim que conheci Vast (grupo de um homem só - praticamente - dos EUA), TATU (aquele das falsas lésbicas russas, que conheci meses antes de tocar no Brasil), HIM (grupo de rock finlandês), Nightwish (outro finlandês, mas conhecido por essas bandas), Within Temptation (grupo de rock holandês, conhecido na Europa, mas aqui não muito), Ramnstein (grupo de rock alemão), entre outras coisas. Meu gosto musical atual é praticamente formado pelas bandas que conheci através dela, e algumas até passei o gosto adiante. Já o gosto por livros que falam de sociedades que sofrem certa "repressão", como 1984, Fahrenheit 451, Admirável Mundo Novo, esse eu peguei sozinha. :D

21 junho 2007

Pássaros

É... esta semana morreu um dos meus pássaros, o Aramis... E hoje resolvi procurar minhas anotações referentes a todos os pássaros que já estiveram na minha casa, nascidos aqui ou comprados. Ao todo tivemos 10 mandarins. Começamos com Lancelote e Perla, provavelmente em 1997. Perla morreu, compramos a Bruma, para mim a mandarim inesquecível, já que ela enfrentou vários problemas e tinha vontade de viver. Ficou cega de um olho, perdeu alguns dedos das 2 patas, e passou boa parte da vida sem voar, só dando pulinhos. Era o nosso "canguru". Todos os dias eu tirava ela da gaiola depois do almoço para a "hora do carinho expresso" e ficava com ela um tempão na mão ou no chão, afinal ela não ia fugir, uma vez que só dava pulinhos. Infelizmente ela morreu durante uma viagem que fiz a Portugal, provavelmente de saudades. Foi a morte mais sentida de todos os pássaros. Mas antes dela morrer, bem antes, Lancelote fugiu. Para ela não ficar sozinha, compramos Iago e Kiki. Esses dois tiveram filhotes, a Lara e a Serena. Os filhotes de mandarim são tão lindos, mesmo sendo feios...rs... É um barato ver vida nascendo e crescendo na sua casa! Iago acabou tendo uma séria doença nos olhos, que ficaram com uma camada branca. Esse sofreu, no final não conseguia mais subir pro poleiro já que não enxergava mais direito. E Iago morreu dias depois de Lara, sua filhotinha, ter morrido, do nada. Kiki eu apelidei carinhosamente de Pitpássaro, pois quando a gente pegava ela, a bicha bicava a gente com uma raiva, parecia até um pitbull... Essa vi agonizando, morreu na minha frente, horrível. Mas antes da Kiki morrer, compramos Aramis que, junto com Serena, teve dois filhotes lindos: Guido e Ikki. Mas Serena morreu, anos depois foi a vez da Kiki, e desde 2003 só tive machos. Eram os três mosqueteiros: Aramis, o pai, Ikki e Guido, os filhotes. Guido é muito fofo, uma vez o peguei e ele é tão gordinho que preenche a mão todinha. Mas o bicho é apavorado demais, não precisa de muito para ele estar de bico aberto, como se estivesse tendo um infarte...rs... Ikki é mais calmo, mas vivia grudado no pai, dormiam juntos e até banho juntos chegaram a tomar semana passada. Mas agora Aramis se foi, depois de 7 anos de convivência entre nós. Ultimamente só dormia e comia, não andava legal, e essa semana não resistiu e se foi. Agora só tenho Ikki e Guido, a dupla dinâmica, que nasceu na minha casa em janeiro de 2001. Espero que ainda vivam bastante e, quem sabe, ainda não ganhem uma fêmea para fazer companhia...

Pensamento do dia

"Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso é, sem dúvida, o livro. Os outros são extensões de seu corpo. O microscópio, o telescópio, são extensões da vista; o telefone é extensão da voz; temos o arado e a espada, extensões do braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação."
(Jorge Luís Borges)

19 junho 2007

Homenagem ao Aramis




Descanse em paz, passarinho
Agora você pode voar
Livre, siga sua trilha
Rumo ao infinito!

(ACDS - 19.06.07)

15 junho 2007

Vida de estátua

Texto retirado do site Palma Louca, link no título deste post.
Vida de estátua

18/04/2007
RACHEL ALMEIDA, de CURITIBA

Se você imagina que os artistas que vivem do estatuismo chegam ao fim de um dia de trabalho recolhendo apenas moedinhas, ou notas de R$ 1, está enganado. Na pele de um humilde pescador, o paulista Marcello Zago já ganhou o dia ao ver um admirador depositar R$ 50 na urna à sua frente. Praticamente um recorde. Se você também acredita que a reação de quem passa por uma estátua-viva costuma ser apenas de curiosidade, admiração, ou mesmo indiferença, errou mais uma vez. O mesmo Marcello já sentiu a dor de um tênis arremessado na sua cabeça. A carioca Ana Paula Casares, que trabalha diariamente no Largo do Machado como a estátua Justiça, ouve de uma mesma senhora, há anos, que lhe falta um bom tanque de roupa suja para lavar.

As estátuas-vivas tentam se equilibrar na corda-bamba entre carinho e desaforos. Entre os prós, estão o contato direto com o público e a liberdade para decidir a carga horária de trabalho. Entre os contras, o preconceito e o nem sempre respeitável público das ruas. Principalmente quando algum bêbado resolve cismar com a estátua. "Tem gente que, às vezes, apalpa meu bumbum como quem não quer nada. Se for rápido e nada muito grosseiro, eu deixo o engraçadinho pra lá. Continuo parada, esperando que ele se manque", relata Kari Kolorida, nome artístico da catarinense Carina dos Reis, radicada há cinco anos em Salvador.

Na pele de uma clássica estátua grega, em cima de um banco por três horas diárias, ela já conta com um time de fãs na Praça da Piedade, na capital baiana. "Um ex-namorado que trabalhava como estátua me incentivou a começar na profissão. Tem gente que fica horas parada me admirando, como se tivesse virado estátua também. Dá para perceber mesmo vendo apenas os pés das pessoas. Minha estátua tem os olhos quase fechados", conta Carina, que deixa ao seu lado um caderninho de anotações para quem quiser deixar um recado ou fazer contatos profissionais.

De mãe para filha

Como Carina, muitos dos artistas que se dedicam ao estatuismo recebem incentivo de pais, irmãos ou amigos que já conhecem o caminho das pedras. A bruxa Za Pietá (Zilda Piedade dos Reis), que todo fim de semana bate ponto no Parque Ibirapuera, em São Paulo, ensinou as manhas da arte do estatuismo para a filha, Ane Keture dos Reis. E, pelo jeito, ensinou direitinho: a paulista, ao lado do amigo Marcello Zago, venceu o concurso de estátuas-vivas promovido pelo Festival de Teatro de Curitiba, no mês passado. A dupla encarnou um fofo casal caipira, concorrendo com outros 14 profissionais. Dividiu o prêmio de R$ 3 mil e uma grande exposição na mídia.

Num dia de trabalho (que não costuma passar de cinco horas, pois depois disso o corpo começa a pedir arrego), as estátuas-vivas ganham um "salário" variável, que costuma oscilar de R$ 40 a R$ 200. E pode chegar até a R$ 400 em dias mais movimentados, como certos domingos da bruxa Za Pietá no Ibirapuera. Mas a renda do dia pode ir por água abaixo quando chove muito ou o sol resolve castigar a pele, situações em que os artistas preferem cancelar as apresentações. O trabalho nas ruas, então, acaba tendo que ser alternado com festas de empresa, lançamentos de produtos e outros eventos em que os cachês são negociados na média de R$ 100 por hora.

Não existe estatuto, regras ou um perfil definido para quem quer virar estátuas. Até o temperamento tranqüilo, aparentemente fundamental para quem se dedica a um trabalho cujo maior desafio é ficar parado sem mexer um fio de cabelo, pode ser deixado de lado quando se tem garra. É o que defende o fluminense Max Gomes, um "anjo" hiperativo de 25 anos. Ele só fica quieto quando está trabalhando, ao lado da mulher Carol Cavalcante. "O corpo fica parado, mas a cabeça não", explica. Max aprendeu a arte com o irmão, que viaja a América do Sul como estátua. Adora o trabalho, mas às vezes se chateia com o público. "Já cheguei até a ser cuspido", conta. Sem falar no olho-grande de outras estátuas. "Se eu contar qual serão os nossos próximos personagens, é só esperar que aparece uma cópia", reclama.

Quando a estátua vira psicóloga

Alongamento, aplicação de hidratante antes de pintar o rosto e o corpo e aquela providencial ida ao banheiro são os cuidados mais comuns adotados pela classe. A solidariedade dos comerciantes que trabalham ao redor também é fundamental na hora de tomar um copo d'água ou quando não dá mais para segurar a vontade de usar o banheiro. Coceiras no nariz, bichos que posam no corpo e outros incidentes são contornados com muita concentração.

A origem das estátuas-vivas remete ao teatro grego. Na Grécia Antiga, para tornar o ator mais visível, eram usados sapatos de plataforma altíssimos, túnicas amplas e máscaras. Esses artistas costumavam ficar parados por um longo período de tempo para representar uma estátua. Séculos depois, na Europa, nasceram as estátuas-vivas como as conhecemos hoje. Uma variação dessa técnica foi desenvolvida mais tarde nos Estados Unidos: os manequins vivos, que trabalham, principalmente, em vitrines de loja.

Sem ídolos ou cursos constantes que ensinem a arte do estatuismo, os artistas costumam mesmo se virar com a ajuda dos amigos e parentes e a idealizar e confeccionar seus próprios figurinos – parte fundamental para a construção de um personagem. Na concepção da estátua Justiça, Ana Paula Casares passou dois anos recortando e guardando notícias de jornal que revelasse grandes injustiças da sociedade brasileira. "Queria fazer um trabalho político, que mexesse com as pessoas", explica. Depois de dois anos colhendo as notícias mais marcantes, tem gente que pára e quer conversar sobre um problema pessoal. "Deixo a estátua de lado e converso. Não tem satisfação maior que essa".