








Diz a lenda que é possível enxergar as feições do padre executado na capa do livro. Crédito: Divulgação/Wilkinson's Auctioneers
| Você já pensou em levar sua própria sacola ao supermercado? Em lugares como Alemanha, Dinamarca e Irlanda é assim que as pessoas fazem suas compras. A população desses países já se conscientizou que o uso exagerado de sacolas de plástico pode causar danos ao meio ambiente. Feitos de resinas sintéticas obtidas do petróleo, esses sacos levam séculos para se decompor na natureza. Calcula-se que cerca de 90% dos sacos de plástico vão parar em lixões. E, como são leves, são levados pelo vento, percorrem grandes distâncias e podem acabar caindo no mar ou num rio. O que representa um terrível perigo para os animais. Golfinhos, tartarugas e baleias arcas, por exemplo, engolem sacolas plásticas ao confundí-las com águas-vivas. Resultado: engasgam com o plástico ou morrem porque não conseguem digeri-lo. Um caso dramático aconteceu em 2002, quando uma baleia apareceu morta numa praia da França com cerca de 800 quilos - isso mesmo, 800 quilos - de sacos de plástico no estômago. Outro problema provocado pelos sacos de plástico é o entupimento de esgotos. Em Bangladesh, um país da Ásia, o problema atingiu proporções alarmantes, que exigiram a tomada de medidas drásticas para evitar que os cerca de 10 milhões de sacos plásticos, usados por dia, tivessem como destino os rios e sistemas de esgotos do país. O rio Buriganga, que banha a capital de Bangladesh, teve seu trajeto interrompido por barragens formadas por sacos de plástico. E o entupimento de esgotos provocados pelos sacos plásticos foram responsáveis por inundações que devastaram a cidade em 1988 e 1998. Você não quer que isso aconteça nem na sua cidade, nem no seu país, não é mesmo? Então, faça sua parte. COMO COLABORAR: • Reutilize os saquinhos plásticos como sacos de lixo. Recicle sempre o que não for usar.
POR QUE COLABORAR:
• Com a quantidade de petróleo necessária para fabricar uma bolsa de plástico, um carro poderia percorrer 115 metros. • Em cidades em que chove muito, sacolas de plástico jogadas na rua tampam os bueiros causando mais inundações. • Usa-se 70% a menos de energia para reciclar plástico do que para fabricar plástico novo. • O plástico mata, a cada ano, cerca de 1 milhão de aves marinhas, 100 000 mamíferos e inúmeros peixes. • Com a resina procedente da reciclagem do plástico podem ser fabricados diferentes produtos, como tubos de PVC, roupas, assoa lhos e móveis de jardim. • A cada minuto, 1 milhão de sacos plásticos são consumidos no mundo.
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Publicada em 08/08/2007 às 21h59m
Cláudia Meneses - O Globo OnlineCOIMBRA, Portugal - A Biblioteca Joanina é um monumento de Portugal e faz parte do roteiro indispensável dos turistas que vão a Coimbra. É linda, mas o visitante não tem como levar imagens de lembrança: é proibido fazer fotos lá dentro. De estilo barroco, ela abriga os principais documentos que datam dos séculos XVI, XVI e VIII, contendo, nos seus dois pisos, cerca de 100 mil volumes.
A biblioteca foi construída de 1717 a 1728. Acredita-se que o projeto seja português, mas o nome do arquiteto é ignorado. O mobiliário foi feito de madeiras exóticas, brasileiras e orientais, de excelente qualidade, para dificultar que seja destruída por insetos.
Morcegos comem os insetosTambém para proteger os livros e os móveis, há uma colônia de morcegos. À noite, eles comem os insetos. Para evitar que as mesas sejam danificadas com as fezes deles, são cobertas de noite com toalhas de couro. De manhã, elas são retiradas e tudo é limpo.
Cada sala tem duas grandes mesas, além de quatro pequenos gabinetes, criados para que os professores pudessem trabalhar com mais tranqüilidade. O chão é de pedra, calcário, de cores diferentes.
Paredes com três metros de espessuraAs paredes da biblioteca têm mais de três metros de espessura, o que faz com que temperatura não caia mesmo no inverno, mantendo-se constante entre 18 e 20 graus. A umidade também é estável, em torno de 60%, para que as coleções e a decoração interior se mantenham em bom estado de conservação. Os portais parecem ser revestidos de mármore, mas, na verdade, são de madeira brasileira.
No centro da biblioteca, está o retrato do rei Dom João V, que é visto logo quando se entra no local. Diz-se que a construção parece uma igreja, com a imagem do monarca no altar. Ao invés de cenas bíblicas, no entanto, haveria livros nas estantes.


