23 novembro 2007

Opção para as crianças

Dia 24 de novembro, na Praça Pio XI, Jardim Botânico, será realizado o Sebo nas Canelas, troca de livros promovida pelo site Amigas da Pracinha. O evento começa a partir das 10 horas e além da troca de livros usados, terá contadores de histórias, apresentação da companhia de teatro de bonecos Papavento, recreação com os grupos Meleka de Jacaré e Gato Mia e brincadeiras com a participação da escola de artes Tabladinho. Caso chova, o evento será adiado. Para maiores informações : www.amigasdapracinha.com.br.

Fonte: Jornal Metro Magazine, 23 de novembro de 2007.

20 novembro 2007

História em quadrinhos que vale a pena ler

Quem me conhece sabe que gosto de história em quadrinhos, principalmente japonesa, o famoso mangá. Mas não só de mangás vive a minha estante. Esse ano tive a grata surpresa de conhecer uma HQ escrita por uma iraniana, Marjane Satrapi. Mesmo não tendo lido ainda os 4 volumes de Persépolis (só li dois até agora), essa história me encantou. O traço não é dos mais belos, ainda mais pra quem está acostumada com os belos traços de alguns mangás, mas o forte é mesmo a história de Marjane. Ela conta a história de sua própria vida no Irã, na época em que seu país passou por mudanças drásticas em seus costumes, além da guerra contra o Iraque (pelo menos até o ponto onde li). Perseguições políticas, questionamentos de uma criança/adolescente, tragédias, mas também união e amor familiar são mostrados em Persépolis. E nos faz pensar em como o ser humano pode ser injusto e cruel. Isso para mim já tinha sido mostrado pelo livro O diário de Anne Frank e também através de sua biografia, onde é apresentado o horror do Holocausto. Mas Persépolis também tem reforçado a idéia de que deveríamos ser pessoas melhores, para não repetirmos os erros do passado.

15 novembro 2007

Vídeo da semana



Dessa vez coloco um AMV muito bem produzido com imagens do anime Azumanga Daioh e música do Rammstein.

11 novembro 2007

O calçadão de Copa é a terra das oportunidades e do oportunismo

Era para já ter postado isso antes, mas acabo que me esqueço da vida, e as idéias ficam esquecidas. Pois bem, mas vamos ao calçadão de Copacabana, numa tarde de sábado. Tempo bom, vaquinhas para serem vistas e fotografadas e aquelas esculturas feitas na areia para a gente ver também. Isto é, tentar ver. Uma das esculturas estava simplesmente tapada com um guarda sol. Na certa, só pagando para ver... ridículo. As outras estavam descobertas, mas tinha uma com aviso: foto, 2 reais. Você fica até intimidada... afinal, contribui quem quer, né? Pelo menos dava pra ver a escultura, ao contrário da outra que só pagando pra ver... E eis que na frente de uma das vacas, um cara surge e coloca seu cachorro, de óculos escuros, bem na frente dela. Pois é, mas o cachorro não estava sozinho... tinha um potinho pra contribuições ao seu lado. Um oportunismo daqueles! Bem na frente da vaca! Só em Copacabana mesmo...





Saca só o pobre cachorro...

06 novembro 2007

Nostradamus e suas terríveis previsões (recebida por e-mail)

Em suas Centúrias Nostradamus escreveu com tanta exatidão que nos faz acreditar que conhecia o Lula.


.... 'e próximo do terceiro milênio uma besta (seria o Lula????) barbuda (céus,é ele!!!) descerá triunfante sobre um condado do hemisfério Sul (Brasil???); espalhando desgraça e a miséria ' (acho que se trata da reforma da previdência ou a corrupção institucionalizada ou ainda o mensalão).


'... Será reconhecido por não possuir seus membros superiores totalmente completos.' (epa!!! Cadê o dedinho?)
'...Trará com ele uma horda (faz sentido...Palocci, Zé Dirceu, Dulci, Genoíno e Cia Ltda) que dominará e exterminará as aves bicudas ( já tô ficando assustado...PSDB = Tucanos = ave bicuda!!!); e implantará a barbárie por muitas datas (REELEIÇÃO???) sobre um povo tolo e leviano.'



(Socoooooooooorro, é nóiiiiiiis... !!!)...

Clipe da semana

Na verdade não coloco pelo clipe, e sim pela música. Não sou muito chegada a Final Fantasy, mas na falta de clipe original da música (que receio não existir)vai esse mesmo. A música se trata de The Nile's Edge, do álbum Visual Audio Sensory Theater, do Vast. Espero que gostem.

26 outubro 2007

Eis o blog de volta ao normal...

...graças, como sempre, ao meu namorado, que sempre me socorre quando mudo de template e o blog fica uma bagunça. Amor, obrigada pela ajuda de sempre, te amo!

24 outubro 2007

Mudança de visual

Infelizmente o site de onde veio o template que eu estava usando foi pro brejo, aí tive de correr atrás de outro template. Por enquanto será este aqui o visual do Oro, desculpem a zona, mas só amanhã poderei ter ajuda para ajeitar isso, já que não entendo de html... E um apelo às almas caridosas que fazem templates: por Deus, façam novos templates e hospedem num lugar legal, pois a maioria está com a imagem desaparecida!

21 outubro 2007

Coitadas das vacas

Podem até falar que, de todos os lugares onde aconteceu a Cow Parade, aqui foi o que teve menos depredações, mas mesmo assim o que presenciei das vacas foi lamentável. Muitos que chegam perto das vacas esquecem que se trata de uma obra de arte e fazem de gato e sapato as vaquinhas. Melhor dizendo, boa parte faz de cavalinho as vacas, colocando seus filhinhos, muitas vezes grandinhos, em cima das pobres. Sem noção, completamente. Vi vacas sujas, com partes descoladas, faltando, crianças montadas nelas como se estivessem em um carrossel... haja desrespeito! Sorte de quem conseguiu tirar foto das vacas bem no início da Cow Parade, pois quem deixar bem para o final corre o risco de fotografar apenas um vestígio do que foi uma bela vaca...

18 outubro 2007

Sacola de plástico

Use bem a sacola de plástico
(reportagem retirada da Revista Sendas deste mês)

Você já pensou em levar sua própria sa­cola ao supermercado? Em lugares co­mo Alemanha, Dinamarca e Irlanda é assim que as pessoas fazem suas compras. A população desses países já se conscientizou que o uso exagerado de sacolas de plástico pode causar danos ao meio ambiente.

Feitos de resinas sintéticas obtidas do pe­tróleo, esses sacos levam séculos para se de­compor na natureza. Calcula-se que cer­ca de 90% dos sacos de plástico vão parar em lixões. E, como são leves, são levados pelo vento, percorrem grandes distâncias e podem acabar caindo no mar ou num rio. O que representa um terrível perigo para os animais. Golfinhos, tartarugas e baleias ar­cas, por exemplo, engolem sacolas plásticas ao confundí-las com águas-vivas. Resultado: engasgam com o plástico ou morrem porque não conseguem digeri-lo. Um caso dramático aconteceu em 2002, quando uma baleia apa­receu morta numa praia da França com cerca de 800 quilos - isso mesmo, 800 quilos - de sacos de plástico no estômago.

Outro problema provocado pelos sacos de plástico é o entupimento de esgotos. Em Bangladesh, um país da Ásia, o problema atingiu proporções alarmantes, que exigiram a tomada de medidas drásticas para evitar que os cerca de 10 milhões de sacos plásticos, usa­dos por dia, tivessem como destino os rios e sistemas de esgotos do país. O rio Buriganga, que banha a capital de Bangladesh, teve seu trajeto interrompido por barragens formadas por sacos de plástico. E o entupimento de es­gotos provocados pelos sacos plásticos foram responsáveis por inundações que devastaram a cidade em 1988 e 1998.

Você não quer que isso aconteça nem na sua cidade, nem no seu país, não é mesmo? Então, faça sua parte.

COMO COLABORAR:

• Reutilize os saquinhos plásticos como sacos de lixo. Recicle sempre o que não for usar.
• Leve sua própria sacola na hora de fazer compras. Materiais resistentes como pano, malha e ces­tas de fibras naturais são uma boa opção.
• Ponha artigos comprados em várias lojas na mesma bolsa.
• Se comprar apenas um produto pequeno, que caiba na bolsa - uma pasta de dentes, por exemplo - abra mão do saco plástico.

POR QUE COLABORAR:

• Com a quantidade de petróleo necessária para fabricar uma bolsa de plástico, um carro poderia percorrer 115 metros.

• Em cidades em que chove muito, sacolas de plás­tico jogadas na rua tampam os bueiros causando mais inundações.

• Usa-se 70% a menos de energia para reciclar plás­tico do que para fabricar plástico novo.

• O plástico mata, a cada ano, cerca de 1 milhão de aves marinhas, 100 000 mamíferos e inúmeros peixes.

• Com a resina procedente da reciclagem do plástico podem ser fabricados diferentes produtos, como tubos de PVC, roupas, assoa lhos e móveis de jardim.

• A cada minuto, 1 milhão de sacos plásticos são consumidos no mundo.













16 outubro 2007

E as vacas invadiram o Rio!


... pelo menos é uma invasão saudável. E elas estão por todas as partes, nos mais variados estilos e poses, nas ruas, nas praias, nos shoppings... o mês é delas! E viva a Cow Parade! Para ilustrar o que digo, é só clicar no conjunto do Cow Parade Rio de Janeiro (http://www.flickr.com/groups/466794@N23/pool/) e se divertir!

12 outubro 2007

10 outubro 2007

Livro bom

Pois bem, posts abaixo falei de um autor jovem, mas cheio de talento - Markus Zusak. Seu livro A menina que roubava livros não virou best seller a toa, afinal o homem sabe contar uma história muito bem. Então resolvi comprar o segundo livro dele que lançaram aqui no Brasil, sendo que anterior ao famoso best seller: Eu sou o mensageiro. Claro que não imaginei que seria a mesma coisa do outro, mas me surpreendi. Posso dizer que o vocabulário deste livro é um tanto chulo, usa e abusa de palavrões, mas é justificado. Afinal, estamos falando da história de Ed, um Zé Ninguém, motorista de taxi e com uma vidinha um tanto medíocre. Confesso que me assustei um pouco, afinal A menina que roubava livros não se utilizou desses artifícios para contar uma boa história, mas esse trabalho é anterior, o cara era mais novo, ainda estava firmando um estilo. Mas Eu sou o mensageiro mostra a que veio e carrega uma linda história, marca de Zusak. Mostra a importância de pequenos e simples atos na vida de algumas pessoas e de como isso muda a postura de outras. Fala de sentimentos puros, de anseios, falsos marasmos, amizades - humanas e caninas, medos, alegrias... tudo que vale a pena na vida de um ser humano. E como sempre Zusak escreve de forma bonita, que faz a gente se sentir bem ao final da leitura, tendo a sensação de que leu um livro que contribuiu com algo de bom para a sua vida. Então está mais do que recomendada a leitura do livro Eu sou o mensageiro, de Markus Zusak.

07 outubro 2007

Fotos da Bienal


(Resultado da Bienal)



(O pequeno livro do O Pequeno Príncipe)



(Eu e Pedro Bandeira)



(Livros pequeninos)



(Palavras Cruzadas gigantes)



(Livro gigante do O Pequeno Príncipe)



Relatos da Bienal, parte 4: dia de encerramento e de um autor especial.

E como não podia deixar de ser, fui de novo na Bienal no último dia, para terminar minhas comprinhas e ver se achava uns descontos legais. E foi um dia feliz, pois tive a alegria de encontrar um autor que faz parte da minha vida desde a adolescência: Pedro Bandeira. Esse homem é o responsável por ótimos livros infanto-juvenis como A droga da obediência, A marca de uma lágrima, Mais respeito, eu sou criança, entre outros. Como eu já sabia que ele estaria autografando no estande da Ática, levei o primeiro livro que li dele, para ver se ele autografava. Desta vez foi uma tranquilidade pegar autógrafo, nem peguei fila. Pedro Bandeira é uma simpatia e autografou meu livrinho velho com o maior prazer. Adorei e, claro, tirei foto desse momento. Valeu a pena! Voltando aos livros, consegui comprar uns livros que estavam originalmente fora da minha lista por preços baratos, e outros com descontos bons, para quem não tinha credencial de professor até que foi uma boa compra. Enfim, essa Bienal do Livro, apesar das chateações no campo das credenciais e descontos, valeu a pena!

Relatos da Bienal, parte 3: compras!

E tudo o que não fiz no dia 15 de setembro, fiz no dia 16! Passeei, fui em busca dos livros que eu tinha listado para comprar, chorei descontos (o que não adiantou na maioria dos casos) e andei até cansar. E voltei pra casa pra lá de carregada, cheia de livros e revistas. Consegui comprar uma coleção inteirinha de mangás a um precinho camarada, vários livros interessantes e algumas revistas baratinhas.

29 setembro 2007

Fotinhos da Bienal


(Minha senha para a entrevista com o Markus Zusak)


(O autor do livro A menina que roubava livros)


(Isso nem era a metade da fila para entrar no auditório)


(Autografando o meu livro)

28 setembro 2007

Relatos da Bienal, parte 2: o encontro com um australiano


Bem, continuando os relatos sobre a Bienal, vou contar sobre o primeiro dia que fui: 15 de setembro, dia de estar cara a cara com o criador do fenômeno de vendas A menina que roubava livros, Markus Zusak. Cheguei praticamente na hora de pegar a senha para o evento no auditório. Já ali se encontrava uma fila, pequena se comparada com as filas que estavam por vir. Peguei minha senha, feliz que iria ver o cara por trás do livro que li e adorei, e fui fazer comprinhas. E pra variar, nenhum descontinho... Faltando 10 minutos para começar a entrevista, lá vou eu pra fila... pra gigantesca fila! Até entrar todo mundo o horário da entrevista já tinha atrasado pra caramba. Isso porque quando eu estava a poucos metros de entrar, uma mulher vem avisar que os lugares sentados haviam acabado. Legal, ainda por cima distribuíram senhas a mais, pensei. Mas no final deu todo mundo no auditório, sentados em cadeiras ou no chão, como eu. Enquanto esperavam todo o povo entrar, Markus Zusak conversava com a entrevistadora e algumas pessoas. Tirava fotos com quem pedisse e chegou a falar com a mulher que estava sentada do meu lado, no chão. Enfim, uma simpatia. E a entrevista começou e ele conversou um pouco sobre ele, a maneira como escreve, do livro que o trouxe ao Brasil, do sucesso que ele não esperava ter com esse livro, além de contar alguns "causos". O homem é bem humorado, solícito e ainda matou um pouco a curiosidade de quem queria saber o destino de alguns personagens. Depois da entrevista, lá foi ele pra Praça do Autógrafo, assinar os seus livros. Fui dar um pequeno rolé e fui pra tal praça. A fila já estava um tanto grande, mas a burra aqui, ao invés de ficar na fila, foi lanchar e se estressar com os lerdos do Rei do Mate. Quando voltei... a fila tinha aumentado! Se não fosse o meu namorado estar comigo, teria desistido, era muita gente. E a fila, que era grande, não andava! Sem brincadeira, foram umas 3 horas na fila! E o Zusak lá, autografando, tirando fotos, todo simpático. Devia estar um caco, mas quando chegou na minha vez, isso lá pra perto do final do expediente da Bienal, me atendeu com a mesma simpatia e atenção que atendeu os outros. E o autógrafo não foi simples não, teve até desenho da ponte de Sidney! Agora imaginem só fazer isso em TODOS os livros das pessoas que estiveram por ali, naquela fila imensa! E sem perder o bom humor! O cara é um santo...rs... E olha que tinha horas que dava uma raiva do povo da frente da fila... tinha gente com mais de um livro e até cortesia de editor pro homem autografar, sacanagem isso! Nesse ponto faltou organização. Deveriam restringir a um livro por pessoa e, a partir de uma determinada hora, acabar com a fila. O cara ficou das 18 e pouco até quase 23 horas autografando direto, coitado! Mas valeu as horas passadas nas 3 filas que enfrentei. Tive a oportunidade de conhecer um cara jovem, mas com muito talento para escrever uma bonita história cuja Morte é a narradora. Isso mesmo, a narradora do livro A menina que roubava livros é nada mais, nada menos que a Morte. E a história é bonita, vale a pena ser lida.

Para quem quer conhecer um pouquinho desse autor, ele deu uma entrevista na Globo News, cujo link coloco aqui.

25 setembro 2007

Relato de uma bibliotecária na Bienal do Livro

Pois é, a Bienal do Livro acabou e eu nada postei a respeito. Ando com pouco ânimo pra escrever, talvez em virtude da tendinite. Mas vou começar relatando o meu lado de bibliotecária sobre a Bienal. Não sei o que a organização do evento e as livrarias têm contra bibliotecários, pois esse ano me senti prejudicada. A única coisa em que tive vantagem sendo bibliotecária foi a gratuidade na entrada, nada mais. Na edição passada, entrei com credencial (ok, eles me deram uma de professor, mas falei que era bibliotecária) e consegui descontos nas compras que fazia. Este ano, os únicos contemplados com credenciais foram os professores e profissionais do livro; bibliotecários só tiveram direito a passe diário, ou seja, se eu quisesse ir todos os dias, então todos os dias eu teria de ir lá onde faziam o credenciamento pra pegar meu passe diário. Perguntei a eles o motivo desse ano ser assim com os bibliotecários e sabem o que responderam? Não sei! Não sabiam nem informar a causa dessa "diferença". Depois os descontos... toda vez que eu perguntava nos estandes sobre desconto para bibliotecário, respondiam que só davam desconto pra professor. Como se bibliotecário fosse rico e não tivesse que ler nada para o trabalho dele. Sou bibliotecária em uma escola e muitas vezes tenho de ler algum livro para ver se ele será interessante para ser trabalhado em atividades culturais com as turmas. Será que isso não serve? Só professor merece desconto em suas compras? Bela maneira de incentivar a compra de livros... Só sei que saio dessa Bienal sentindo um certo "preconceito" contra o bibliotecário, que perdeu seu direito a ter uma credencial e que, pelo visto, não merece nem ter um descontinho na compra de seus livros. Ah, só para constar, boa parte dos livros que comprei, e não foram poucos (17 no total, fora revistas e mangás), tem alguma coisa que será relevante no meu trabalho como bibliotecária. Enfim, após esse desabafo espero que vocês não me abandonem e continuem lendo o meu bloguinho. Em breve postarei mais coisas sobre a Bienal, desta vez mais amenas.